Visita ao Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens – 2017

Entrada para o salão do livro infantil, 2017, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro.

Entre os dias 21 a 28 de junho de 2017, aconteceu no Centro de Convenções Sulamérica, a 19ª edição do Salão do Livro Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Aproveitamos para fazer uma visita, procurar pelas novidades e deixar aqui nossas impressões sobre esse evento.

Impressões da Bia:

Esse já deve ser meu quarto ou quinto Salão do Livro Infantil e Juvenil, que visito consecutivamente. Sempre fui bastante curiosa para saber das novidades nas editoras e procuro descontos em livros. Diante dessa pesquisa pessoal e profissional, acabei acompanhando a perseverança da feira nesses últimos tempos.

Em 2016, era possível observar uma redução no espaço do salão quando comparado a 2015, e fiquei um pouco decepcionada com a falta de apoio do governo. Essa falta de incentivo, o cenário político e a crise acertaram em cheio aquela edição, afetando editoras, ilustradores, autores e crianças. Então, veio 2017 e pude ver uma feira ainda mais enxuta. Sem patrocinadores, menos dias aberta ao público e espaço bastante reduzido. Senti falta do estande “país convidado”, outras exposições e a programação com mais artistas. A editora Cosac Naif e muitas outras não estava presentes com seus lindos livros.

Em frente ao stand da Biblioteca FNLIJ.

Mesmo assim, ainda há a resistência em tempos difíceis (dentro e fora da feira, pois amantes da leitura, editoras e empresas que trabalham com livros continuam batalhando). As prateleiras continham livros variados, com criações nacionais e muitas traduções de obras estrangeiras. Há publicações muito interessantes para a leitura de jovens e crianças, enquanto outras tinham um apelo bastante comercial. Entender onde estão as melhores leituras e conteúdos não é algo tão simples no meio de tantas opções.

O que mais me chamou a atenção, com crise ou sem crise, são as crianças e jovens que passam por lá. Bonito de ver como se interessam por livros, por imagens e histórias. Falam muito na feira, são agitadas, mas estão ali sempre presentes e prontas para explorar novos mundos.  Muito curiosas, prestam bastante atenção a tudo. Por esses pequenos e jovens leitores, a feira e tudo o que ela significa, deve persistir. Temos uma juventude que pode sim ser apaixonada por livros.

Detalhes de um stand no salão do livro infantil, 2017.
Gabriel e Bia no salão do livro infantil

Impressões do Gabriel:

Sendo a minha primeira vez na feira, fiquei surpreso com a movimentação na entrada. O local é bonito, mas para o visitante casual não estava bem sinalizado. Apesar de ter ido de táxi, observei que havia um estacionamento, no entanto, o preço era maior que o ingresso do evento (ingresso: R$12). Considerando que a Beatriz já havia me sinalizado que a feira havia reduzido de tamanho, fiquei incomodado na forma como as editoras se espremiam. Apesar disso, havia 3 espaços infantis colaborativos para atividades como leitura, palestras e uma mini biblioteca.

A quantidade de crianças em excursões era o ponto mais marcante, mesmo com as limitações espaço, havia filas do lado de fora  formada por escolas, e dentro era preciso andar com cuidado para não esbarrar nos jovens. A quantidade de títulos para jovens e crianças é algo especial, e pelo menos naquele instante não se via celulares ou redes sociais, apenas olhos curiosos folheando livros. Senti falta de uma área para sentar, descansar e poder olhar com mais carinho os livros. As leituras em grupo competiam com conversas casuais no corredor, e poderiam ter sido melhor aproveitadas se fossem realizados em um espaço mais reservado.

As editoras presentes estavam bem estocadas, considerando o espaço, e fiquei feliz de encontrar títulos premiados, que leio para meus filhos, selecionados por meio da livraria A TABA e seu clube de leitores. A diversidade de opções para o público da feira é muito grande e é difícil simplesmente julgando capas escolher um livro. Com relação aos preços, havia alguns descontos, mas muitos livros ainda custam caro e não consigo imaginar crianças em excursões preparadas para comprar na média de preço praticada na feira. Na minha opinião, promoções em sites de vendas de livros são mais vantajosos.

Eventos como esse tem que existir, mas é importante que não sejam frequentados apenas por escolas. É importante que famílias frequentem e encham seus corredores para mostrar que temos interesse e necessidade, mas a falta de incentivo prejudica preços de livros no evento, estacionamento e oferecimento de um espaço compatível com a leitura.

Resenhas na A Taba – Leitura em Rede

O Gabriel e a sua esposa Renata são leitores da A Taba, empresa especializada em curadoria de livros infantis e juvenis, e foram convidados a dar suas impressões sobre os títulos que leram junto de seus filhos!

O perfil do Gabriel e sua família no site da A Taba:

Perfil da família de leitores e autores de resenhas de livros infantis para a Taba.

E a resenha de maio de 2017:

Detalhe do post feito no site da A Taba sobre uma resenha de livro infantil feito pelo Gabriel e a Renata.

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